O mercado de fusões e aquisições deve apresentar um volume reduzido de transações em 2026, com foco em operações de valores mais elevados. Segundo análise do Santander, a concentração das negociações deve ocorrer no primeiro semestre, com provável desaceleração no final do ano devido ao cenário político e a grandes eventos globais.
O que você precisa saber
- O valor médio das transações no primeiro trimestre alcançou R$ 600 milhões, acima da média histórica de R$ 250 milhões a R$ 350 milhões.
- O nível elevado da taxa dejurosforça empresas endividadas a reorganizar seus portfólios.
- Setores como saúde e indústria lideram o movimento de consolidação e venda de ativos estratégicos.
Impacto dos juros na estratégia corporativa
A taxa de juros em 14,75% atua como um catalisador para a reestruturação das companhias. Muitas organizações buscam vender ativos adquiridos em momentos de crédito facilitado que perderam o alinhamento estratégico. Esse movimento reflete uma necessidade contínua de otimização de capital perante um cenário macroeconômico restritivo.
Grandes operações no mercado brasileiro
Entre os destaques recentes, a consolidação dos ativos de saúde do Bradesco, envolvendo a Odontoprev, resultou em uma companhia avaliada em R$ 40 bilhões. Outras movimentações estratégicas incluem a venda do controle da CBA pela Votorantim para a Chinalco e Rio Tinto, além da transação envolvendo a Medley e a EMS.
Perspectivas para o segundo semestre
O mercado mantém cautela para o período entre julho e novembro. Embora não exista uma expectativa de interrupção abrupta nos negócios, os tomadores de decisão tendem a aguardar definições do cenário político para finalizar transações de maior porte.
Fonte: Estadão