A normalização da oferta e dos preços de petróleo e gás no mercado global deve levar meses, mesmo com a sinalização de reabertura do Estreito de Ormuz. A incerteza sobre a segurança da rota marítima, essencial para o fluxo energético mundial, mantém produtores e empresas de transporte em estado de alerta, conforme dados divulgados por especialistas do setor.
O que você precisa saber
- A retomada do fluxo logístico depende da confiança em um acordo duradouro entreIrã,Estados UnidoseIsrael.
- A diferença entre o preço futuro doBrente o valor à vista indica que a escassez física deenergiapersiste.
- AAgência Internacional deenergiaestima que a restauração total da produção pode levar até dois anos.
Impacto na cadeia de suprimentos
Embora o preço internacional do petróleo tenha registrado queda recente nos contratos futuros, o custo real para refinarias permanece elevado. A distinção entre o mercado financeiro e o mercado físico de commodities, frequentemente chamado de preço à vista, reflete o impacto direto na economia global. Produtores que interromperam suas atividades relutam em retomar a extração sem garantias de estabilidade geopolítica.
Danos estruturais na produção
Além dos desafios logísticos no Estreito de Ormuz, a infraestrutura energética da região sofreu danos severos. Segundo relatórios, mais de 80 instalações de energia foram comprometidas durante o conflito recente. A reparação desses ativos é um processo complexo que exige tempo e investimentos significativos, limitando a capacidade de resposta imediata à demanda global.
Variáveis para a estabilização
A confiança das seguradoras e das empresas de transporte marítimo é a variável determinante para a normalização do fornecimento. Mesmo que a via marítima seja declarada aberta, o retorno dos navios-tanque ao fluxo normal depende da percepção de risco sobre a região. A escassez de produtos derivados, como combustível de aviação e gás natural, deve persistir em diversos países nas próximas semanas.
Fonte: Estadão