Os principais índices de ações de Nova York encerraram a sessão desta quinta-feira (16) em alta, com o S&P 500 e o Nasdaq renovando seus recordes de fechamento pelo segundo dia consecutivo. O otimismo dos investidores foi sustentado pela perspectiva de um possível fim do conflito no Oriente Médio e pelo início da temporada de balanços corporativos.
Cenário geopolítico impulsiona mercados
O mercado reagiu positivamente às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que demonstrou otimismo quanto às negociações de paz com o Irã. Segundo o mandatário, autoridades iranianas teriam concordado com a maior parte dos termos. Além disso, a notícia de um cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano contribuiu para o clima de confiança.
Apesar do otimismo, o cenário permanece complexo. O bloqueio naval americano a navios iranianos continua em vigor, restringindo o fluxo de exportações de petróleo. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reforçou que as Forças Armadas estão posicionadas para retomar operações caso o acordo de paz não se concretize.
Desempenho setorial e balanços
O setor de energia liderou os ganhos, com alta de 1,55%, acompanhando a valorização dos preços do óleo. O setor de tecnologia também apresentou desempenho positivo, avançando 0,78%. Entre as empresas, a PepsiCo destacou-se com alta de 2,28% após superar as expectativas de lucro e receita no primeiro trimestre.
Por outro lado, o setor aéreo sofreu pressão devido a incertezas sobre custos e demanda de combustível. A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou para o risco de cancelamento de voos caso o bloqueio de suprimentos de petróleo persista, o que impactou negativamente as ações de companhias do setor.
Indicadores e política monetária
No fechamento, o índice Dow Jones subiu 0,24%, aos 48.578,60 pontos. O S&P 500 avançou 0,26%, atingindo 7.041,09 pontos, enquanto o Nasdaq registrou alta de 0,26%, fechando em 24.102,70 pontos.
No campo da política econômica, o presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, classificou a perspectiva como incerta devido ao conflito. Em contrapartida, o diretor do Fed, Stephen Miran, minimizou os impactos da guerra na inflação, afirmando não ver motivos para adiar cortes de juros.
Fonte: Globo