O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, aponta que os bancos centrais ao redor do mundo podem revisar suas estratégias de corte de juros. A necessidade de reavaliação decorre dos impactos econômicos gerados pelas tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, que elevam a incerteza nos mercados internacionais.
Impactos globais e posição do Brasil
Durante as reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Washington, o Brasil discutiu respostas focadas para mitigar efeitos de conflitos. Conforme Durigan, o cenário econômico brasileiro apresenta resiliência superior à observada em nações da Ásia e da África neste momento de instabilidade.
Além da conjuntura, o governo brasileiro destacou a importância de agendas estruturais como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). O projeto recebeu sinalizações de interesse por parte de autoridades da Espanha e da China durante o evento.
Retomada das negociações com a Venezuela
A pauta ministerial incluiu a expectativa pela normalização das relações entre a Venezuela e as instituições de Bretton Woods. A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, confirmou o início de conversas entre o organismo internacional e o governo venezuelano para retomar o desenvolvimento econômico.
O país, que é membro do Fundo desde 1946, manteve as negociações suspensas desde 2019. A expectativa atual envolve o restabelecimento de parcerias estratégicas com entidades financeiras como o CAF e o BID, visando a estabilidade da região.
Fonte: Moneytimes