A cotação do dólar encerrou abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos. O movimento foi impulsionado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando a intenção do Irã em retomar negociações para um acordo de paz, o que gerou otimismo no cenário internacional.
Otimismo global impulsiona Real
Analistas apontam que a valorização do real não se deve apenas a esses fatores. Em um contexto global de incertezas, o Brasil se beneficia por ser um exportador relevante de petróleo e por apresentar uma taxa de juros próxima a 15%, atraindo realocação de investimentos globais. A insegurança em relação ao dólar também contribui, com a possibilidade de a guerra aumentar o endividamento dos EUA.
Cenário externo favorece moedas emergentes
O cenário externo mais positivo, com a percepção de que o conflito no Oriente Médio pode arrefecer, favorece moedas emergentes como o real. A desvalorização global do dólar, combinada com a manutenção de preços elevados de energia, sugere um desempenho superior para o real e o peso mexicano.
Bolsa de valores reage positivamente
A bolsa de valores também reagiu positivamente, com o Ibovespa atingindo um novo recorde nominal. A rotação de investimentos na bolsa tem favorecido ações ligadas ao ciclo econômico brasileiro, com maior peso para Empresas domésticas.
Perspectiva de consolidação
A consolidação de um dólar mais baixo depende da continuidade da melhora na inflação, da curva de juros e do ambiente externo. Caso contrário, o movimento pode permanecer tático e de curto prazo.