Pablo Marçal se declara escudeiro de Flávio Bolsonaro em ‘guerra’ política

Pablo Marçal se filia ao União Brasil e declara apoio a Flávio Bolsonaro, vendo a política como ‘guerra’. Influenciador busca reverter inelegibilidade.

O empresário e influenciador Pablo Marçal, recém-filiado ao União Brasil, afirmou que a política é uma “guerra” e que ele atuará como “escudeiro” do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa contra a esquerda pela Presidência da República. Com 13,1 milhões de seguidores no Instagram, Marçal se reuniu com lideranças de seu partido em Brasília para definir seu papel nas eleições de outubro.

Marçal, que teve seu registro de candidatura a deputado federal em 2022 negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por problemas na documentação, declarou que ainda não sabe qual cargo disputará, buscando a posição que “der mais resultado”. Ele foi condenado à inelegibilidade pela Justiça Eleitoral devido a irregularidades em sua campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024, incluindo a divulgação de um laudo falso sobre o candidato Guilherme Boulos.

O influenciador possui três condenações no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) que o tornam inelegível, relacionadas a oferta de dinheiro em troca de apoio político, incentivo a cortes de vídeos e abuso de poder econômico. Marçal aposta em um recurso ao TSE para reverter as decisões e manter uma eventual candidatura sub judice.

Apoio a Flávio Bolsonaro e cenário político

Apesar de seu partido ainda não ter definido um apoio oficial, Marçal declarou gratidão e apoio a Flávio Bolsonaro, considerando-o um nome forte para enfrentar o atual presidente. Ele também mencionou apoio a outros pré-candidatos de direita, como Ronaldo Caiado e Augusto Cury, e criticou a falta de nomes com “pujança” no campo conservador.

Marçal vê Flávio Bolsonaro como um “Jair Bolsonaro melhorado”, com capacidade de diálogo e perfil republicano, capaz de surpreender o PT. Ele minimizou a candidatura de Renan Santos, do MBL, por falta de “musculatura” e “capilaridade” para eleições majoritárias.

Estratégia e participação nas eleições

O empresário participou de um evento em Brasília com lideranças do União Brasil, como Antônio Rueda e ACM Neto, para discutir a formação de uma bancada federal expressiva. Ele afirmou que sua pretensão é ter influência no parlamento, disputando cargo ou não.

Marçal relembrou sua atuação na campanha de Jair Bolsonaro em 2022, onde influenciadores teriam sido cruciais para a arrancada no segundo turno. Ele defende que “pelo povo vale tudo” para tirar a “corja de políticos” do poder, mas ressalta que não abriria mão de princípios éticos.

Condenações e futuro eleitoral

Sobre as condenações, Marçal afirmou que “muita coisa de eleição é guerra” e que a divulgação do laudo falso contra Boulos foi “necessária” no contexto da disputa. Ele também mencionou ter aceitado uma transação penal para suspender um processo, alegando que não compactua com erros amadores e que aprendeu com sua recente trajetória política.

Quanto à sua inelegibilidade, Marçal reiterou que “só fica inelegível quando é transitado em julgado” e demonstrou confiança na reversão das decisões judiciais. Ele também comentou sobre a exposição do STF, sugerindo a necessidade de um código de ética mais rigoroso para os ministros.

Fonte: Estadão

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