A China anunciou uma série de medidas para fortalecer os laços com Taiwan no domingo, após uma rara visita da líder da oposição taiwanesa, Cheng Li-wun. Entre as dez medidas divulgadas, Pequim afirmou que explorará a criação de um mecanismo de comunicação regular entre o Partido Comunista chinês e o Kuomintang (KMT), partido de oposição de Taiwan.






A China também buscará a retomada completa dos voos regulares de passageiros entre Taiwan e o continente, adicionando novas cidades como Urumqi, Xi’an, Harbin, Kunming e Lanzhou, além de flexibilizar algumas restrições de viagem para a ilha autogovernada. O país facilitará a importação de certos produtos agrícolas taiwaneses, após ter proibido a importação de abacaxis, lulas, atum e outros produtos nos últimos anos.
Adicionalmente, a China permitirá a transmissão de dramas, documentários e animações taiwanesas, desde que sejam “corretamente orientados, saudáveis e de alta qualidade”.
Pequim corteja o Kuomintang durante visita da líder opositora
Taiwan é autogovernada, mas a China considera a ilha parte de seu território. O governo taiwanês, liderado pelo Partido Democrático Progressista, não comentou imediatamente o anúncio.
Por outro lado, o vice-presidente do Kuomintang, partido que já se opôs aos comunistas mas que adota uma postura mais pró-Pequim, declarou que o anúncio foi “altamente bem-vindo”. Chang Jung-kung afirmou que as medidas estão alinhadas com as expectativas de diversos setores em Taiwan e representam um impulso significativo para o desenvolvimento pacífico das relações entre os dois lados do estreito.
Cheng Li-wun, presidente do Kuomintang, encerrou uma visita de seis dias à China, durante a qual se reuniu com o presidente Xi Jinping. Após o encontro, Cheng declarou à imprensa que “ao nos opormos à independência de Taiwan, podemos evitar a guerra”.
Fonte: Dw