Um homem de 35 anos, suspeito de matar a modelo Ana Luiza Mateus no Rio de Janeiro, possuía um mandado de prisão em aberto por violência doméstica e diversas medidas protetivas solicitadas por ex-namoradas. O suspeito, identificado como Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, foi preso em flagrante e levado à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Segundo a polícia, ele teria admitido a briga que resultou na morte de Ana Luiza, mas sem confessar formalmente o crime.



Horas após a prisão, Endreo foi encontrado morto em sua cela na delegacia, vítima de suicídio por asfixia. Ele era natural de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e possuía um histórico criminal extenso no estado, incluindo registros de injúria, ameaça, lesão corporal, estelionato e falsificação de documento público.
Em junho de 2024, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinou uma medida protetiva contra Endreo, a pedido do Ministério Público, em um processo onde a vítima era uma ex-namorada. A justiça determinou que ele mantivesse distância de 200 metros da vítima e evitasse contato com ela ou seus familiares. Outras duas medidas protetivas foram expedidas em dezembro de 2025 e fevereiro deste ano, citando outras duas ex-namoradas como vítimas.
Em um dos processos, a vítima relatou ter sido estuprada e agredida fisicamente, com socos na cabeça, abdômen e rosto, motivada por ciúmes. Ana Luiza, natural da Bahia, conheceu Endreo no Rio de Janeiro e estava na cidade para seguir carreira de modelo. Amigos relataram que ela vinha demonstrando sinais de um relacionamento abusivo nas últimas semanas, com diminuição de suas publicações em redes sociais e uma fala que indicava cárcere privado, descrevendo sua situação como uma “gaiola de ouro”.
Fonte: UOL