STF: Mendonça suspende julgamento de Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tabata Amaral

Ministro André Mendonça suspende julgamento no STF sobre difamação de Eduardo Bolsonaro contra Tabata Amaral. Quatro votos já eram pela condenação.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista e suspendeu o julgamento que apura acusações de difamação contra a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) por parte do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A decisão de Mendonça interrompe o processo, que já contava com quatro votos pela condenação de Bolsonaro.

O caso analisa declarações feitas por Eduardo Bolsonaro a respeito de um projeto de lei de Tabata Amaral sobre a distribuição de absorventes em espaços públicos. O ex-deputado sugeriu que a proposta visava beneficiar o empresário Jorge Paulo Lemann, um dos donos da P&G, fabricante de absorventes.

O ministro relator, Alexandre de Moraes, votou pela condenação de Eduardo Bolsonaro a um ano de detenção e pagamento de multa, considerando que houve imputação de fato ofensivo à reputação da deputada. Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia acompanharam o voto de Moraes.

Prazo para devolução do caso

Pelo regimento interno do STF, André Mendonça tem um prazo de até 90 dias para devolver o caso à pauta e dar continuidade ao julgamento. A suspensão impede a conclusão do processo neste momento.

Acusações e defesa

Na ação penal, o ministro Alexandre de Moraes destacou que as publicações de Eduardo Bolsonaro configuraram difamação, pois atribuíram à deputada a conduta de elaborar um projeto de lei com o propósito de favorecer indevidamente terceiros. Moraes ressaltou que o ex-deputado tinha plena consciência de seus atos e que a materialidade e autoria do crime estavam demonstradas.

A pena proposta pelo relator incluía um ano de detenção e 39 dias-multa, com regime inicial aberto. No entanto, devido à alegação de que Eduardo Bolsonaro estaria em local incerto, a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos não seria possível.

Fontes: Globo Infomoney

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