Gilmar Mendes defende inquérito das fake news até o fim das eleições

Gilmar Mendes defende a continuidade do inquérito das fake news até o fim das eleições, citando ataques ao STF e criticando ações de Romeu Zema e da CPI do Crime Organizado.
Ministro Gilmar Mendes durante a Sessão plenária do STF realizada no dia 12 de junho de 2024. Foto: Andressa Anholete/SCO/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reiterou a necessidade de manter o inquérito das fake news em andamento, sugerindo sua continuidade pelo menos até a conclusão das eleições. Mendes justificou a posição em entrevista, destacando que o tribunal tem sido alvo de ataques e que é fundamental que haja respostas para tais ações.

As declarações surgem em um contexto de articulação de pedidos de impeachment contra o magistrado, após ele solicitar a inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como alvo do procedimento investigatório, que já dura sete anos. Parlamentares da oposição criticaram a medida, considerando-a um precedente grave para a liberdade de expressão e a crítica institucional.

Críticas à CPI do Crime Organizado

Gilmar Mendes também comentou as críticas direcionadas ao inquérito, que alguns opositores chamam de “inquérito do fim do mundo” e consideram uma “arma poderosa” nas mãos do relator, ministro Alexandre de Moraes. Mendes citou a atuação do relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira, como um exemplo de ataque à Corte, especialmente após a apresentação de um relatório que propunha o indiciamento de ministros do STF e do procurador-geral da República. Em resposta, Mendes acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Vieira por abuso de autoridade.

Caso Romeu Zema

O pedido de inclusão de Romeu Zema no inquérito das fake news foi motivado por um vídeo publicado pelo ex-governador, no qual ele satirizava decisões do STF e de seus ministros, utilizando fantoches. Zema criticou a medida de Gilmar Mendes, definindo-a como “absurda” e reafirmando a importância da liberdade de expressão. A oposição na Câmara dos Deputados manifestou apoio a Zema, alertando para o risco de criminalização da crítica política.

O inquérito, instaurado em 2019, tem como objetivo apurar ataques a ministros e a própria Corte. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já havia manifestado preocupação com a longa duração das investigações, solicitando providências para sua conclusão.

Fontes: Infomoney Globo

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