Bolsas de NY caem e petróleo sobe com impasse EUA-Irã; balanços no radar

Bolsas de Nova York caem e petróleo sobe com impasse EUA-Irã. Investidores monitoram balanços corporativos e dados econômicos americanos em meio a tensões geopolíticas.

As bolsas de Nova York operam em queda nesta quinta-feira (23), enquanto os preços do petróleo registram alta superior a 1%. O Brent ultrapassa os US$ 100 o barril, em meio à ausência de avanços nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã e às persistentes restrições nos fluxos do Estreito de Ormuz. A temporada de balanços corporativos continua no foco dos investidores, que também avaliam novos dados da economia americana. Por volta das 13h30, o índice Dow Jones apresentava recuo de 0,17%, aos 49.407,40 pontos. O S&P 500 caía 0,06%, alcançando 7.133,88 pontos, e o Nasdaq registrava queda de 0,29%, a 24.584,962 pontos. Ações de empresas de software apresentaram desempenho negativo, com a IBM em baixa de 9% e a ServiceNow cedendo 17,2% após a divulgação de resultados trimestrais considerados abaixo do esperado. O índice DXY, que mede a relação do dólar com uma cesta de moedas de países desenvolvidos, avançava 0,09%, a 98,67 pontos. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano de dois anos subiam para 3,808%, ante 3,806% no fechamento anterior, enquanto os de dez anos caíam de 4,307% para 4,300%. No mercado de commodities, o petróleo Brent com vencimento em junho subia 1,60%, cotado a US$ 103,54 por barril. O WTI para o mesmo mês ganhava 1,76%, a US$ 94,60, refletindo a preocupação com um possível fechamento prolongado do Estreito de Ormuz. As tensões geopolíticas no Oriente Médio continuam a ser o principal fator de atenção para os mercados de energia. A Casa Branca sinaliza que aguarda uma nova proposta de paz do Irã, enquanto o presidente Donald Trump determinou que a Marinha dos EUA atire em qualquer embarcação que tente burlar o bloqueio naval aos portos iranianos. Teerã, por sua vez, declarou que não participará de negociações enquanto o bloqueio naval americano estiver em vigor. Analistas do Commerzbank alertam que, a menos que haja sinais de reabertura do Estreito de Ormuz, o preço do petróleo Brent provavelmente permanecerá acima de US$ 100. O UBS projeta que um período prolongado de preços elevados da energia pode impactar negativamente o crescimento econômico, mas espera que o Brent se mantenha acima de US$ 90 até o fim do ano, com impacto limitado sobre a inflação. No entanto, o risco de nova alta nos preços do petróleo e suas consequências para o crescimento global permanecem como pontos de atenção. Em relação aos dados econômicos, o índice de gerentes de compras (PMI) composto dos Estados Unidos, que abrange os setores industrial e de serviços, subiu para 52 na leitura preliminar de abril, ante 50,3 em março, segundo dados da S&P Global. Os pedidos de seguro-desemprego nos EUA aumentaram em 6 mil na semana encerrada em 18 de abril, totalizando 214 mil, acima do consenso de mercado de 210 mil.

Fontes: Globo Infomoney

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