O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou um tom mais combativo em agenda pública, criticando adversários políticos sem citar nomes. Durante evento na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), Lula afirmou que há políticos que “só sabem mentir” e que não possuem “uma coisa que preste no currículo”. Ele indicou que, com o início da campanha eleitoral em 16 de agosto, pretende expor esses oponentes, deixando os “mentirosos nus”.
A mudança de discurso ocorre em um momento em que pesquisas apontam desvantagem numérica para Lula em relação ao pré-candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro. Até então, a estratégia do governo focava na apresentação de realizações, evitando menções diretas a concorrentes. Lula ressaltou que o período eleitoral intensificará a exposição dessas “verdades”, permitindo “deixar os mentirosos nus em frente das câmeras”.
O presidente enfatizou a importância da escolha responsável dos representantes pelo eleitor e criticou a falta de preparo de alguns para a administração pública, associando isso ao fato de o Brasil não ter alcançado a posição de sexta maior economia mundial.
Reforço na Polícia Federal para combater o crime
Durante o mesmo evento, Lula anunciou a solicitação do retorno de agentes e delegados da Polícia Federal (PF) cedidos a outros órgãos. O objetivo é fortalecer o combate ao crime organizado no país. “Todos vão ter que voltar, porque vamos derrotar o crime organizado neste país. Precisamos de todos os delegados e todos os agentes trabalhando para prender bandido”, declarou.
A segurança pública tem sido tratada como prioridade pelo governo, especialmente em ano eleitoral. Medidas como a PEC da Segurança estão em discussão. Pesquisas indicam que a área é uma das principais preocupações da população brasileira.
A declaração sobre a PF gerou repercussão na Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), que criticou a “generalização” e defendeu ações concretas e investimentos em vez de “propaganda”.