Dólar encosta em R$ 5,00 e Bolsa renova recorde com trégua no Oriente Médio

Dólar cai para perto de R$ 5,00 e Bolsa brasileira atinge novo recorde impulsionada pela trégua no Oriente Médio e dados de inflação.

O dólar operou perto de R$ 5,00 nesta sexta-feira (10), atingindo o menor valor desde abril de 2024. A moeda encerrou a semana em queda de 1,03%, cotada a R$ 5,010, com a mínima do dia em R$ 5,005.

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A Bolsa brasileira acompanhou o movimento e renovou o recorde histórico pelo terceiro dia consecutivo, com o Ibovespa fechando em alta de 1,12%, a 197.323 pontos. O pico intraday foi de 197.553 pontos.

Cenário Geopolítico Favorável

A sessão foi impulsionada pela melhora no cenário geopolítico, com o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã. Essa expectativa de trégua reduziu o prêmio de risco global e enfraqueceu a demanda por ativos de proteção, como o dólar. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de moedas fortes, caiu 0,2%.

A possível reabertura do estreito de Hormuz, via crucial para o transporte de petróleo e gás, contribui para o otimismo. Negociações para normalização das relações seguem em curso, com conversas previstas entre EUA e Irã no Paquistão.

Impacto nos Preços do Petróleo e Mercados Globais

Analistas indicam que avanços nas conversas podem levar a quedas nos preços do petróleo. No entanto, uma frustração nas negociações pode reverter essa tendência, pressionando um mercado já apertado. O petróleo Brent operava em queda de mais de 1%.

As tratativas entre Israel e Líbano, previstas para a próxima semana, também geram um alívio moderado nos mercados. Outras bolsas asiáticas, como Xangai, Tóquio, Hong Kong, Seul e Taiwan, registraram ganhos. Na Europa, o índice Euro STOXX 600 e bolsas como Frankfurt, Paris e Madri também fecharam em alta.

Inflação nos EUA e Brasil

Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) registrou a maior alta mensal em quase quatro anos, impulsionado pela disparada do petróleo. O índice subiu 0,9% no mês passado, acumulando alta de 3,3% em 12 meses. O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, mostrou um crescimento mais contido, com alta de 0,2% no mês.

No Brasil, a inflação oficial (IPCA) acelerou para 0,88% em março, ante 0,70% em fevereiro. Os grupos de transportes e alimentação e bebidas foram os principais responsáveis pela alta. A expectativa é que a melhora no conflito no Irã diminua a pressão inflacionária.

Perspectivas para Juros

Apesar dos choques externos, a inflação nos EUA permanece sob controle, o que pode levar o Federal Reserve (Fed) a considerar cortes nos juros. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter o ciclo de cortes, com ajustes de 0,25 ponto percentual, auxiliado pelo câmbio estável abaixo de R$ 5,10.

Fonte: UOL

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