O ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, em seu retorno a eventos públicos, previu que o baixo crescimento econômico impulsionará a oposição rumo ao poder nas próximas eleições. Ele argumentou que o aumento de gastos públicos, a emissão de moeda e a consequente inflação levam a juros mais altos e, consequentemente, a uma desaceleração do crescimento.



Durante palestra no Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, Guedes comparou a situação brasileira à chilena, onde a união da direita no segundo turno resultou em vitória. Ele afirmou que o cenário brasileiro se repetirá de forma semelhante.
Guedes também defendeu sua gestão como ministro, alegando ter entregado as contas públicas em dia. Segundo ele, a previsão de inflação para o ano seguinte à sua saída era de 3,2%, com superávits em diversos setores. Ele criticou o atual governo, afirmando que o Brasil estaria crescendo 5% ao ano se os gastos não tivessem sido aumentados.
O ex-ministro ressaltou que a aliança entre liberais na economia e conservadores na política e cultura reflete o “espírito do tempo” global. Ele observou uma inversão de papéis, com conservadores ganhando proeminência, mas destacou a importância da união para afastar o socialismo.
Apesar de cortejado pela direita, Guedes não endossou candidaturas específicas, declarando foco no setor privado. Ele conversou com presidenciáveis como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Aldo Rebelo. Guedes demonstrou otimismo com o futuro do Brasil, enfatizando que os problemas residem internamente e não em inimigos externos.
Fonte: UOL