O dólar à vista registrou queda firme frente ao real, atingindo R$ 5,0629, o menor patamar desde 9 de abril de 2024. A desvalorização da moeda americana ocorreu em meio a um alívio na percepção de risco global, impulsionado por sinais de arrefecimento nas tensões no Oriente Médio.
O real se destacou como a terceira moeda com melhor desempenho frente ao dólar entre as 33 divisas mais líquidas, atrás apenas do rublo russo e da coroa norueguesa. O euro comercial também registrou desvalorização, fechando a R$ 5,9271.
A moeda brasileira continuou a se beneficiar mesmo com cautela em alguns mercados no início da sessão. A posição do Brasil como exportador de petróleo pode ter contribuído para a valorização, assim como outras divisas de mercados exportadores e ligadas a commodities.
Investidores parecem buscar o retorno a negociações anteriores à guerra, o que favorece a compra de ativos emergentes. Estrategistas de bancos apontam que o cenário político brasileiro, com possíveis mudanças à direita, pode influenciar o real no curto e médio prazo, com projeções de queda do dólar para R$ 5,00 até o final de 2026.