Os contratos futuros de petróleo registraram alta nesta quinta-feira (9), chegando a se aproximar de US$ 100 por barril durante o pregão. No entanto, os preços fecharam distantes dos picos do dia após notícias sobre o início de negociações entre Israel e o Líbano, o que contribuiu para amenizar o sentimento de apreensão entre os investidores.
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Ao final do dia, o petróleo tipo Brent, referência mundial, com vencimento em junho, avançou 1,23% e foi cotado a US$ 95,92 o barril na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI, referência americana, com entrega prevista para maio, subiu 3,66%, alcançando US$ 97,87 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).
Na véspera, ambos os contratos haviam encerrado em queda superior a 10%, a maior em seis anos, e abaixo dos US$ 100 pela primeira vez em cerca de duas semanas. Na ocasião, os operadores reagiram positivamente a um cessar-fogo no Oriente Médio. Contudo, novos ataques militares e o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã levaram participantes do mercado a questionar a sustentabilidade dessa trégua.
Apesar do cessar-fogo de duas semanas e do anúncio de uma reunião para negociações definitivas terem sido bem recebidos, novos ataques e o fechamento do Estreito de Ormuz fizeram com que o mercado questionasse o otimismo da sessão anterior.
Nesta quinta-feira, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, indicou que a gestão da passagem marítima entrará em uma nova fase. Ele afirmou que o Irã não busca guerra, mas defenderá seus direitos e considera todas as frentes de resistência como uma entidade unificada.
Em contrapartida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais para instar o Irã a cumprir o “verdadeiro acordo”, alertando que as tropas americanas permanecerão no Oriente Médio até que isso ocorra.
“Os futuros de petróleo devem permanecer voláteis e sujeitos a distorções por algum tempo, com o prêmio de risco tendendo a aumentar nas próximas semanas”, avalia Neil Crosby, analista da Sparta Commodities, diante da fragilidade do cessar-fogo.
Fonte: Globo