Brasil responde a Trump sobre PIX, etanol e meio ambiente em negociações

Brasil responde a questionamentos dos EUA sobre PIX, etanol e meio ambiente em reuniões diplomáticas. Negociações com gestão Trump seguem.

O Ministério das Relações Exteriores informou que a delegação brasileira respondeu a todos os questionamentos feitos por auxiliares do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionados à investigação comercial aberta contra o país.

Foram dois dias de reuniões, e os representantes do governo brasileiro foram questionados sobre temas como PIX, etanol, propriedade intelectual e políticas ambientais relacionadas a desmatamento. As negociações, conforme diplomatas, continuam.

No entendimento de integrantes do Itamaraty, todos os esclarecimentos já foram prestados, cabendo agora aos Estados Unidos pedir novos, se necessário para tomar alguma decisão.

Em relação ao PIX, um dos alvos do governo americano, o presidente Lula tem dito em discursos públicos que o Brasil não vai aceitar mexer na ferramenta instantânea de transações financeiras instituída pelo Banco Central.

Do lado brasileiro, participaram das reuniões em Washington representantes de ministérios como o das Relações Exteriores; da Indústria, Comércio e Serviços; da Justiça; e da Agricultura.

Investigação dos EUA

A investigação foi aberta em julho do ano passado, com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de 1974. Essa seção representa um procedimento administrativo conduzido exclusivamente pelos Estados Unidos, sem caráter judicial.

Quando anunciou a abertura, a Casa Branca acusou o Brasil de adotar “há décadas” práticas econômicas desleais contra produtos americanos vendidos no mercado interno.

Como os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, a ordem no governo é insistir nas negociações e chegar a um consenso.

A ideia é mostrar que a balança comercial é superavitária para os EUA, ou seja, que em valor agregado os americanos mais exportam para o Brasil que importam.

Nesse contexto, e também considerando o “tarifaço” da Casa Branca, o presidente Lula e o presidente americano Donald Trump se falaram pessoalmente e por telefone, assim como o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

Encontro na ONU mudou tom das conversas

Ao longo do ano passado, Trump fez uma série de ameaças ao Brasil, afirmando, por exemplo, que adotaria medidas econômicas contra o país em razão do processo pelo qual o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado.

Entretanto, após um rápido encontro entre Lula e Trump em setembro, num corredor na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), articulado por emissários diretos dos dois, Trump disse ter sentido uma “química” com Lula.

Desde então, segundo relatos, as conversas entre representantes dos dois governos que estavam travadas passaram a fluir.

Fontes: G1 UOL

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