Alckmin defende taxa das blusinhas e cita preservação de empregos

Geraldo Alckmin defende a manutenção da “taxa das blusinhas”, citando a preservação de empregos e a competitividade da produção nacional. Governo ainda não decidiu sobre o fim da medida.

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (16) que não há decisão do governo sobre revogar o imposto de importação sobre encomendas internacionais, a chamada “taxa das blusinhas”. Questionado por jornalistas se o governo estuda o fim da taxa, Alckmin respondeu que não há nenhuma decisão “nesse momento”.

Alckmin defendeu a cobrança do imposto e citou a preservação de empregos. Ele explicou que, mesmo com a taxa, a tarifa ainda é menor do que a produção nacional, que paga quase 50% de impostos, enquanto a taxa de importação, somada ao ICMS, fica abaixo de 40%.

Preservação de empregos em foco

O vice-presidente destacou a importância de preservar o emprego no país com a manutenção da taxa. No início da semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a taxa aplicada sobre compras internacionais, afirmando que a medida foi desnecessária.

Ministro defende fim da medida

Nesta quinta-feira, o novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, defendeu o fim da medida. “Se o governo decidir revogar, eu acho uma boa, minha opinião se eu for consultado”, disse o ministro.

Mobilização de empresários e trabalhadores

Diante das críticas do presidente Lula, empresários e trabalhadores de 67 associações se mobilizaram e enviaram um ofício ao petista em protesto contra o possível fim do imposto. Os signatários do documento classificam o possível fim da “taxa das blusinhas” de medida “eleitoreira”.

Arrecadação e impacto fiscal

A criação da taxa foi aprovada pelo Congresso Nacional, com apoio do Ministério da Fazenda, a partir da reclamação de empresários sobre a entrada de produtos chineses de baixo valor no Brasil. Em janeiro deste ano, o governo federal arrecadou R$ 425 milhões com o imposto de importação sobre encomendas internacionais. Segundo números da Receita Federal, isso representa um crescimento de 25% na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado de todo ano de 2025, a taxa arrecadou R$ 5 bilhões, ajudando o governo no atingimento da meta fiscal.

Fontes: G1 Globo

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