O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Lula (PT) estão em empate técnico em uma simulação de segundo turno para a eleição presidencial de 2026. Segundo pesquisa Meio Ideia, 51,4% dos eleitores brasileiros afirmam que ainda podem mudar de candidato até outubro.



No confronto direto, Flávio Bolsonaro marca 45,8%, enquanto Lula registra 45,5%. A diferença de 0,3 ponto percentual está dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Brancos, nulos e indecisos somam 8,7%.
A pesquisa ouviu 1.500 pessoas em todo o Brasil entre 3 e 7 de janeiro, por meio de entrevistas telefônicas. O levantamento está registrado no TSE sob o protocolo BR-00605/2026.
Outros cenários de segundo turno
Em outros cenários de segundo turno testados, Lula aparece à frente dos adversários. Ele marca 45% contra 39% de Ronaldo Caiado (PSD); 44,7% contra 38,7% de Romeu Zema (Novo); 45% contra 26,4% de Renan Santos (Missão) e 46% contra 22,6% de Aldo Rebelo (DC).
Cenário de primeiro turno e volatilidade eleitoral
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 40,4% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro tem 37%. Ronaldo Caiado surge em terceiro, com 6,5%. Renan Santos e Romeu Zema empatam com 3% cada, e Aldo Rebelo marca 0,6%. Brancos e nulos somam 1%, e o eleitorado indeciso é de 8,5%.
Na pergunta espontânea, Lula tem 32,6% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 19,4%. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda soma 6% das menções. Zema vem a seguir, com 4,1%, e Caiado, com 2,6%. São 25,3% os que não sabem ou não citam ninguém.
A volatilidade do eleitorado é um dado que cresceu ao longo da série. Em janeiro, 64,5% dos entrevistados diziam estar decididos e 35,5% admitiam que poderiam mudar de candidato. Em abril, a proporção mudou: 48,6% se dizem decididos e 51,4% afirmam que ainda podem trocar de voto.
Avaliação do governo e custo de vida
Na avaliação geral do governo Lula, 46,4% classificam a gestão como ruim ou péssima, e 32,2% como ótima ou boa. Outros 19% a avaliam como regular. No recorte da segurança pública, ruim e péssimo somam 53,9%, com 18,9% de ótimo ou bom.
Questionados se Lula merece continuar no cargo após o fim do mandato, 51,5% disseram que não, contra 45% que responderam sim. Sete em cada dez brasileiros (70,4%) dizem que o custo de vida aumentou no último ano, e 4 em cada 10 afirmam estar mais endividados. Na decisão eleitoral, 74,7% consideram custo de vida e endividamento muito importantes ou importantes.
Fonte: UOL