Integrantes do governo não descartam a adoção de novas ações para frear a escalada nos preços dos combustíveis, caso a instabilidade geopolítica no Oriente Médio continue a pressionar o valor do barril de petróleo. A diretriz do presidente Lula é evitar que o conflito afete diretamente o bolso do consumidor brasileiro.



Diante da volatilidade do mercado internacional, o governo busca impedir que o aumento do petróleo seja repassado integralmente aos preços finais. Para isso, já foram ampliadas as subvenções ao diesel e ao gás de cozinha, além de medidas de apoio ao setor aéreo diante da possibilidade de elevação no custo das passagens.
A equipe econômica assegura que as medidas anunciadas, que totalizam R$ 30,5 bilhões, não impactam o déficit fiscal. A compensação viria do aumento da arrecadação e da elevação de impostos sobre cigarros.
Enquanto alguns membros do governo demonstram otimismo, acreditando que as ações atuais serão suficientes, outros expressam ceticismo. Esses últimos não descartam a necessidade de novas discussões e possíveis renúncias fiscais para conter a alta. Acompanhamento próximo dos desdobramentos da guerra e da cotação do petróleo é considerado essencial.
Fonte: UOL