Apesar das ameaças de Donald Trump de que a civilização do Irã poderia desaparecer, a vida na capital, Teerã, seguia em ritmo normal até a madrugada desta quarta-feira (8), segundo o embaixador do Brasil no país, André Veras. A cidade não apresentou sinais de desabastecimento, saques ou interrupções de serviços essenciais como água e energia.




Infraestrutura Resiliente
Veras destacou que as usinas de eletricidade do Irã são numerosas e dispersas, dificultando apagões em larga escala por parte dos EUA e Israel. O país, sob sanções há décadas, alcançou autossuficiência em alimentos, o que evitou escassez durante o período de tensão.
Adaptação da População
Embora parte da população tenha se deslocado para outras regiões, a megalópole de Teerã, com cerca de 16 milhões de habitantes, manteve sua dinâmica. Mesmo com ataques pontuais a instalações, a vida cotidiana seguiu com pessoas indo ao trabalho e às escolas, e os danos são rapidamente reparados.
Comunidade Brasileira no Irã
Não há procura por parte de brasileiros por auxílio para deixar o país, segundo o embaixador. Os que desejavam sair já o fizeram no início do conflito. A maioria dos brasileiros que permanecem são pessoas casadas com iranianos, com famílias estabelecidas.
Posição Diplomática
Os diplomatas brasileiros não têm planos de deixar o Irã, a menos que a situação se agrave a ponto de se tornar insustentável, especialmente se os EUA retomarem os ataques ao país.
Fonte: Redir