Pouco mais de 3 mil funcionários dos Correios aderiram ao plano de demissão voluntária (PDV) até o último dia do prazo, representando cerca de 30% da meta projetada pela empresa. O saldo final da adesão será apresentado nesta quarta-feira (8).
A projeção inicial era que 10 mil funcionários entrassem no PDV neste ano e mais 5 mil em 2025. Os Correios informaram que não haverá nova prorrogação do prazo, que inicialmente terminaria em 31 de março.
Além do PDV, a estatal tem adotado outras medidas para sua reestruturação. No primeiro trimestre deste ano, a empresa iniciou a otimização de rotas logísticas e o controle de produtividade. Também foram negociados um acordo coletivo para 2025/2026 e discutidas novas opções de jornada de trabalho.
“Essas ações, aliadas à redução orgânica do quadro, asseguram o cumprimento integral das metas do Plano de Reestruturação”, afirmaram os Correios.
Plano de reestruturação em andamento
O plano de reestruturação, que visa tirar a estatal da crise financeira, foi apresentado em 29 de dezembro. Uma das frentes de ação é a venda de imóveis, mas a empresa tem enfrentado dificuldades. Nos dois primeiros leilões, em fevereiro, 21 unidades foram colocadas à venda e apenas 4 foram arrematadas.
Até o momento, os Correios garantiram uma arrecadação de cerca de R$ 11,3 milhões pela venda de 11 imóveis. Novos leilões estão previstos para os dias 9 e 16 de abril, com 42 propriedades disponíveis.
“Como estratégia de mercado para acelerar as vendas, parte desses imóveis será ofertada com deságio de até 25%. A iniciativa faz parte do plano de gestão de ativos da estatal, que busca dar uma destinação eficiente a imóveis que não são mais fundamentais para a operação logística”, informaram os Correios.
Fechamento de agências e prejuízos
Outra medida do plano prevê o fechamento de 1000 unidades, incluindo agências, até o fim deste ano, sem impactar a universalização do serviço. Desde o início da reestruturação, 127 unidades foram fechadas.
Em 2022, a empresa registrou um prejuízo de mais de R$ 700 milhões. O rombo em 2024 cresceu, e de janeiro a setembro do ano passado, o prejuízo acumulado foi de R$ 6 bilhões.
Fonte: G1