O cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD foram incluídos na lista de empregadores flagrados em condições análogas à escravidão, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A relação reúne casos após conclusão de processos administrativos, com direito à ampla defesa, e os nomes permanecem publicados por dois anos.
A assessoria de Amado Batista informou que não houve resgate de trabalhadores em suas propriedades e que todos os funcionários continuam trabalhando normalmente. Segundo a equipe do cantor, uma fazenda arrendada para plantio de milho foi alvo de fiscalização, que identificou irregularidades na contratação de quatro trabalhadores de uma empresa terceirizada. A assessoria afirmou que o cantor assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), no qual todas as obrigações foram pagas e quitadas.
A BYD também foi autuada em fiscalização em Camaçari (BA), onde construiu sua fábrica de veículos elétricos. De acordo com o MTE, foram realizadas diligências entre dezembro de 2024 e maio de 2025 na construção do empreendimento. Em uma das ações, foram identificados 471 trabalhadores chineses trazidos de forma irregular ao Brasil, dos quais 163 foram resgatados em condições análogas à escravidão.
Segundo o MTE, os funcionários estavam submetidos a condições de vida e trabalho precárias, com alojamentos inadequados e compartilhamento de banheiros. Auditores-fiscais também identificaram indícios de fraude contra autoridades migratórias brasileiras para viabilizar a entrada dos trabalhadores estrangeiros sem o devido registro.
Ao todo, 169 novos nomes foram incluídos na atualização. A lista, criada em 2003, é publicada semestralmente para divulgar resultados de ações fiscais de combate ao trabalho escravo, envolvendo MPT, Auditoria Fiscal do Trabalho (AFT), Polícia Federal (PF), Ministério Público Federal (MPF) e Defensoria Pública da União (DPU).
Fonte: Estadão