O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, afirmou que o Ministério Público atuará para impedir a infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral. Em encontro com procuradores regionais eleitorais, ele pediu atuação firme e neutra para conter abusos e pressões que possam comprometer a liberdade de escolha do eleitor.

O combate à violência política contra a mulher e à desinformação também estão entre as prioridades de Gonet, que também atua como procurador-geral eleitoral. O objetivo é garantir que o eleitor possa formar sua opinião de forma livre, sem pressões econômicas, psicológicas ou políticas.
Combate ao crime organizado
Uma das grandes preocupações é impedir a influência de facções criminosas no financiamento e promoção de candidatos ou na escolha dos eleitores. Nas últimas eleições municipais, o MP Eleitoral conseguiu barrar na Justiça o registro de candidatos a vereador envolvidos com grupos criminosos.
Para este ano, a Procuradoria-Geral Eleitoral criou um grupo de trabalho para prestar apoio aos promotores e procuradores nessa atuação. O grupo auxiliará na coleta de dados estratégicos e manterá diálogo permanente com os Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos) e os Núcleos de Inteligência dos Ministérios Públicos.
Combate à desinformação
O procurador também destacou a necessidade de combater a propagação de notícias falsas ou descontextualizadas, sobretudo nas redes sociais. Essas ações tentam enfraquecer o processo eleitoral e a democracia.
“Temos que estar preparados para atuar de forma enérgica e neutra no combate a abusos para preservar os valores democráticos”, disse Gonet.
Violência política contra a mulher
O vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, destacou a importância de prevenir e combater à violência política contra as mulheres. O objetivo é assegurar maior participação feminina no meio político e nos postos de decisão.
O MP Eleitoral conta com um grupo de trabalho relacionado ao tema, que monitora cerca de 300 casos de violência política de gênero no país. A prática é considerada crime eleitoral desde 2021, com penas que podem variar de 1 a 4 anos de prisão.
Fonte: Infomoney