MP Eleitoral atuará firme contra influência de facções em eleições

Paulo Gonet, PGR, afirma que o Ministério Público Eleitoral atuará com firmeza para impedir a influência de facções criminosas e desinformação nas eleições.
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza reunião para sabatinar indicados para o Superior Tribunal Militar (STM), Procuradoria-Geral da República (PGR), Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Em destaque, à mesa, indicado para ser reconduzido ao cargo de Procurador-Geral da República, Paulo Gustavo Gonet Branco (MSF 60/2025). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, afirmou que o Ministério Público atuará para impedir a infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral. Em encontro com procuradores regionais eleitorais, ele pediu atuação firme e neutra para conter abusos e pressões que possam comprometer a liberdade de escolha do eleitor.

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O combate à violência política contra a mulher e à desinformação também estão entre as prioridades de Gonet, que também atua como procurador-geral eleitoral. O objetivo é garantir que o eleitor possa formar sua opinião de forma livre, sem pressões econômicas, psicológicas ou políticas.

Combate ao crime organizado

Uma das grandes preocupações é impedir a influência de facções criminosas no financiamento e promoção de candidatos ou na escolha dos eleitores. Nas últimas eleições municipais, o MP Eleitoral conseguiu barrar na Justiça o registro de candidatos a vereador envolvidos com grupos criminosos.

Para este ano, a Procuradoria-Geral Eleitoral criou um grupo de trabalho para prestar apoio aos promotores e procuradores nessa atuação. O grupo auxiliará na coleta de dados estratégicos e manterá diálogo permanente com os Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos) e os Núcleos de Inteligência dos Ministérios Públicos.

Combate à desinformação

O procurador também destacou a necessidade de combater a propagação de notícias falsas ou descontextualizadas, sobretudo nas redes sociais. Essas ações tentam enfraquecer o processo eleitoral e a democracia.

“Temos que estar preparados para atuar de forma enérgica e neutra no combate a abusos para preservar os valores democráticos”, disse Gonet.

Violência política contra a mulher

O vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, destacou a importância de prevenir e combater à violência política contra as mulheres. O objetivo é assegurar maior participação feminina no meio político e nos postos de decisão.

O MP Eleitoral conta com um grupo de trabalho relacionado ao tema, que monitora cerca de 300 casos de violência política de gênero no país. A prática é considerada crime eleitoral desde 2021, com penas que podem variar de 1 a 4 anos de prisão.

Fonte: Infomoney

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