A XP Investimentos apresentou uma nova estratégia de atendimento ao cliente com o lançamento de uma campanha de multimodelos. A iniciativa oferece três formas distintas de serviço, permitindo ao cliente escolher como pagar pelas operações e consultorias.


Os modelos disponíveis são: transacional, com pagamento por operação; fee fixo, com cobrança de um percentual sobre o valor investido; e consultoria, que abrange todo o patrimônio do cliente, incluindo investimentos em outras instituições. A empresa enfatiza que não há um modelo superior, e a escolha ideal depende do perfil de cada investidor.
Conflito de interesse em qualquer modelo de vendas
Thiago Maffra, CEO da XP, abordou a questão do conflito de interesse, afirmando que ele é inerente a qualquer relação comercial. Para mitigar esses riscos, a XP implementa mecanismos estruturais, como recomendações de alocação de uma área centralizada e análises rigorosas de produtos de risco.
Maffra destacou que o modelo de negócio dos bancos tradicionais apresenta um conflito maior, visto que o crédito representa uma parcela significativa de seus resultados. Na XP, esse percentual é consideravelmente menor, com menos de 15% dos produtos vendidos sendo de prateleira própria.
Da plataforma aberta ao wealth planning democratizado
A XP relembra sua trajetória, iniciada com a criação da plataforma aberta em 2010, que ampliou o acesso a uma cesta diversificada de produtos para investidores pessoa física. A segunda fase foi a construção de uma extensa rede de especialistas, e a atual se concentra na excelência em serviço e na democratização do wealth planning.
Serviços como planejamento sucessório e tributário, antes restritos a clientes de alta renda, agora são oferecidos a um público mais amplo. Clientes com patrimônio acima de R$ 3 milhões contam com advogados e wealth planners dedicados, enquanto faixas a partir de R$ 300 mil recebem algum nível de planejamento financeiro estruturado.
A decisão final sobre qual modelo adotar permanece com o cliente, reforçando o conceito de “poder de escolha” promovido pela empresa.
Fonte: Infomoney