A Amazon Web Services (AWS) trabalha incessantemente para garantir a continuidade de seus serviços na região do Oriente Médio, enfrentando desafios decorrentes de ataques. Matt Garman, CEO da divisão da Amazon, afirmou que equipes operam em regime de plantão 24 horas por dia, 7 dias por semana, para manter a infraestrutura ativa para os clientes locais.

A situação se tornou crítica após ataques de drones danificarem data centers da AWS no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos no início de março. Dezenas de serviços da AWS nessas localidades permanecem indisponíveis, conforme indicado na página de status da empresa.
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou na semana passada ter como alvo a infraestrutura de data centers da Amazon no Bahrein. Em resposta, a AWS emitiu um comunicado informando que a região do Bahrein foi interrompida devido ao conflito em andamento.
Data centers, especialmente aqueles equipados com chips capazes de processar modelos de inteligência artificial generativa, demandam um consumo energético elevado. O custo da energia tem aumentado desde o início do conflito em fevereiro, adicionando complexidade à operação.
O conflito também impacta a economia global, com o aumento dos preços do petróleo e a restrição de movimentação no Estreito de Ormuz. Essa situação afeta cadeias de suprimentos, como a do hélio, um componente essencial na fabricação de semicondutores.
Apesar dos desafios, Garman expressou otimismo quanto ao potencial de investimento na região, destacando o espírito empreendedor e a disposição para investir no Oriente Médio.
A AWS é a principal fornecedora global de infraestrutura em nuvem, essencial para a operação de websites e aplicações. Concorrentes como Google, Microsoft e Oracle também buscam expandir seus data centers para atender à demanda mundial por serviços em nuvem.
Fonte: Cnbc