Gabriel Galípolo confirma depoimento na CPI do Crime Organizado; Campos Neto é dúvida

Gabriel Galípolo confirma depoimento na CPI do Crime Organizado. Roberto Campos Neto, ex-presidente do BC, ainda é dúvida. Oitiva deve focar no Banco Master.

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, confirmou presença no depoimento marcado para esta quarta-feira (8) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a atuação do crime organizado no Brasil. O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), informou que a confirmação do depoimento de Galípolo ocorreu nesta terça-feira (7).

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A CPI ainda aguarda a confirmação de Roberto Campos Neto, ex-presidente do BC, que foi convidado a prestar depoimento na condição de testemunha. Senadores esperam que o foco da oitiva seja o escândalo das fraudes do Banco Master, explorando a reunião entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e autoridades no Palácio do Planalto, que teria contado com a participação de Galípolo.

O relator da comissão destacou que o depoimento deve abordar o papel dos órgãos de fiscalização do mercado financeiro, as falhas identificadas e sugestões de aprimoramento. A oposição busca usar o caso para desgastar a imagem do governo.

Campos Neto, que também foi convocado, ainda não se manifestou sobre sua presença. Embora a participação de convocados seja obrigatória, o ex-presidente do BC já obteve decisões favoráveis do Supremo Tribunal Federal (STF) para se ausentar de depoimentos.

O senador Alessandro Vieira se reunirá com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para discutir a prorrogação dos trabalhos da CPI, cujo pedido de adiamento foi protocolado nesta segunda-feira (6). Caso a solicitação não seja atendida, a comissão encerrará suas atividades em 14 de abril.

Vieira descartou recorrer ao STF para pedir a prorrogação, citando uma decisão recente do plenário da Corte que negou um pedido semelhante para outra CPI. Ele mencionou que a instalação de uma CPI específica já foi judicializada e aguarda despacho do ministro Kassio Nunes Marques, indicando que novas iniciativas podem ser judicializadas se necessário.

Fonte: Globo

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