O setor de agropecuária registrou o maior número de empresas em processos de recuperação judicial em 2025, representando 30,1% dos casos, o que equivale a 743 CNPJs. A informação foi divulgada pela Serasa Experian.






Em 2025, os prestadores de serviços ficaram em segundo lugar, com 30% das recuperações judiciais (739 empresas). O comércio apareceu em seguida com 21,7% (535 CNPJs), seguido pela indústria com 18,2% (449 CNPJs).
A Serasa Experian aponta que a distribuição desses pedidos reflete os desafios específicos de cada setor econômico. Fatores como o custo do crédito, a dinâmica da demanda e a estrutura de endividamento das empresas influenciam esses resultados.
Riscos climáticos e de mercado afetam o agro
A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, explicou que a agropecuária está exposta a riscos climáticos e biológicos, como secas, chuvas excessivas, geadas, pragas e doenças. Esses fatores podem impactar a produção e a receita.
Além disso, o setor enfrenta choques nos preços das commodities, insumos com custos em dólar, como fertilizantes e defensivos, e exposição cambial. O ciclo financeiro mais longo, da safra à entressafra, também aumenta a volatilidade da receita e do caixa.
Recuperação judicial como ferramenta de preservação
Em cenários econômicos desfavoráveis, esses elementos podem reduzir as margens de lucro e a capacidade de pagamento em toda a cadeia produtiva. Isso inclui desde o produtor rural até as áreas de armazenagem, logística, agroindústria e tradings.
Nessas circunstâncias, a recuperação judicial surge como um instrumento para preservar as operações e os empregos, auxiliando as empresas a renegociarem seus passivos e a se reestruturarem financeiramente.
Fonte: Moneytimes