O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está considerando uma mudança mais ampla em seu gabinete. A avaliação ocorre após a remoção da procuradora-geral Pam Bondi nesta semana e em meio à frustração crescente com as consequências políticas da guerra com o Irã, segundo cinco pessoas familiarizadas com as discussões internas da Casa Branca.
Uma possível reformulação poderia servir como uma redefinição para a Casa Branca. O governo enfrenta um período politicamente desafiador, com a guerra, que já dura cinco semanas, elevando os preços da gasolina e reduzindo os índices de aprovação de Trump. A situação também intensifica a ansiedade sobre as consequências para os republicanos que se preparam para as eleições de meio de mandato em novembro.
Pressão por mudanças
Aliados indicaram que o discurso televisionado de Trump na quarta-feira, descrito por uma autoridade sênior da Casa Branca como uma tentativa de projetar controle e confiança sobre a guerra, não obteve o resultado esperado. Isso aumentou a sensação de que mudanças na mensagem ou no pessoal eram necessárias.
“Uma mudança para mostrar ação não é uma coisa ruim, não é?”, disse outro funcionário da Casa Branca.
Possíveis substituições
Três funcionários da Casa Branca e duas outras fontes com conhecimento da dinâmica da administração falaram com a Reuters sob condição de anonimato. As fontes não descreveram consistentemente nenhum membro do gabinete como certo de perder o emprego no curto prazo, mas indicaram que vários funcionários estão em algum grau de risco.
Algumas fontes mencionaram Tulsi Gabbard, diretora de inteligência nacional de Trump, e o secretário de comércio Howard Lutnick como possíveis candidatos. Isso ocorre após Trump ter demitido Bondi e a secretária de segurança interna Kristi Noem nas últimas semanas.
Nos últimos meses, Trump expressou descontentamento com Gabbard, segundo uma autoridade sênior da Casa Branca. Outra fonte com conhecimento direto do assunto disse que Trump perguntou a aliados sobre possíveis substitutos para seu chefe de inteligência.
Aliados pressionam por remoção de Lutnick
Alguns aliados de alto escalão de Trump estão pressionando em particular pela remoção de Lutnick. Ele é um amigo pessoal próximo do presidente e enfrentou novo escrutínio nos últimos meses por seu relacionamento com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein.
Novos arquivos divulgados no início do ano revelaram que Lutnick almoçou com Epstein em sua ilha particular no Caribe em 2012. Lutnick afirmou ter tido “quase nada a ver” com Epstein e que o almoço ocorreu apenas porque ele estava em um barco perto da ilha.
O porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle, declarou que Trump mantém “total confiança” em Gabbard e Lutnick. Ele acrescentou que o presidente reuniu o gabinete mais talentoso e impactante de todos os tempos, que obteve vitórias históricas em nome do povo norte-americano.
Fonte: Infomoney