O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou nesta terça-feira (7) que definirá os próximos passos da guerra no Oriente Médio, em um dia considerado de alta tensão e decisivo para o conflito. A expectativa é que Trump anuncie uma medida que indique se haverá escalada da guerra, um plano de cessar-fogo ou incursões pontuais para manter a pressão.
Especialistas em Relações Internacionais avaliam que a credibilidade de Trump está em jogo, e que alguma ação concreta é esperada para hoje. A ameaça ocorre em um momento de forte pressão sobre o governo americano, especialmente pela capacidade de resposta do Irã e pelo controle estratégico do Estreito de Ormuz.
O Irã, ao controlar o acesso ao Estreito de Ormuz, ganhou uma ferramenta de poder que não se mostrava disposto a usar antes da guerra. Essa situação pressiona os Estados Unidos, que já simularam ataques ao estreito, mas evitam ações que possam inviabilizar a navegação e fortalecer o Irã.
Ultimato e Ações Pontuais
A guerra no Oriente Médio entrou em um dia decisivo nesta terça-feira (7). Donald Trump renovou o ultimato para a reabertura do Estreito de Ormuz, prometendo ataques caso o prazo não seja atendido. Antes mesmo do expirar o prazo, os Estados Unidos atacaram a ilha de Kharg, no Irã, que armazena grande parte do petróleo do país.
Israel também antecipou ações, anunciando amplos ataques em diferentes regiões do território iraniano, atingindo pontes, trens, aeroportos e edifícios. Explosões foram registradas em Teerã, com vítimas reportadas pela mídia local. O Irã reagiu convocando a população para formar escudos humanos ao redor de instalações estratégicas.
O cenário mais provável, segundo especialistas, não é de escalada total, mas de ações pontuais. Isso se deve à resistência interna nos Estados Unidos e aos impactos econômicos globais já provocados pelo conflito, como o aumento de preços.

Fonte: G1