A obra da mansão de João Adibe, presidente da Cimed, foi paralisada após uma disputa judicial envolvendo a Associação de Moradores dos Jardins e seu vizinho André Schwartz, CEO do Banco Genial.
O caso ganhou um novo capítulo com a recusa de Adibe em aceitar um acordo penal de R$ 81 milhões com o Ministério Público de São Paulo (MPSP). Com isso, a investigação sobre suspeita de crime de desobediência segue em andamento na Polícia Civil.
A paralisação da obra transformou o projeto residencial em um impasse jurídico.
Entenda as contestações sobre a obra
A reforma da mansão de João Adibe gerou atenção devido ao seu porte e características incomuns para a região dos Jardins, conhecida por construções mais discretas e regras rígidas de ocupação.
O projeto, que incorpora referências de alto luxo internacional, apresenta elementos arquitetônicos fora do padrão predominante no bairro, o que aumentou sua visibilidade desde as fases iniciais.
Com o avanço das intervenções, surgiram questionamentos sobre alterações no terreno e possíveis impactos na vizinhança, incluindo mudanças na área construída, movimentação de terra e supressão de vegetação.
Segundo a associação de moradores, o projeto foi aprovado como reforma, mas teria resultado em uma intervenção mais ampla, descaracterizando a construção original. Discute-se também o descumprimento de parâmetros urbanísticos, como regras de permeabilidade do solo e impactos ao entorno.
O embargo da obra, mantido administrativamente e judicialmente, é o principal ponto de impasse.
Barreiras em bairros-jardim de São Paulo
O Jardim América, como outros bairros-jardim de São Paulo, segue regras específicas de uso e ocupação do solo.
A legislação impõe limites mais restritivos para construções, com regras claras sobre altura, área construída, recuos e padrão de ocupação, visando manter baixa densidade e preservar características urbanísticas.
Além da legislação, associações de moradores acompanham projetos e podem contestar obras judicial ou administrativamente ao identificar possíveis irregularidades.
Isso cria uma camada adicional de controle, permitindo revisões, embargos ou disputas judiciais mesmo após aprovações iniciais.
Fonte: Infomoney