CPI do Crime Organizado se aproxima do fim sob incerteza

CPI do Crime Organizado se aproxima do fim sob incerteza sobre prorrogação, com relator em negociações com o presidente do Senado.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado está em sua reta final, com o prazo para encerramento dos trabalhos se aproximando. O relator da CPI, Alessandro Vieira (MDB-SE), está em negociações com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tentar viabilizar uma extensão dos trabalhos.

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Vieira confirmou que está em contato com Alcolumbre e terá uma nova reunião para discutir o assunto. Ele reconhece a existência de resistência à prorrogação, especialmente por se tratar de um ano eleitoral.

O entorno de Alcolumbre considera a prorrogação improvável, citando o pouco espaço político em meio ao calendário eleitoral e à pressão de diversos setores no Senado. A situação é agravada pelo acúmulo de pedidos de outras CPIs no Congresso, o que pode levar a uma contenção por parte da presidência do Senado.

Pressão por novas investigações

O grande volume de requerimentos para novas CPIs, incluindo investigações sobre o Banco Master, atuação do Judiciário e abuso de autoridade, reforça a tendência de controle sobre a pauta das comissões. Nos bastidores, discute-se a possibilidade de pressão judicial para forçar a instalação de comissões, um movimento já visto na CPI da Covid.

Alessandro Vieira, que também é autor de um pedido para a chamada “CPI da Toga”, descarta, por ora, a hipótese de judicializar a prorrogação da CPI do Crime Organizado, mas não descarta apostar em iniciativas já levadas ao Supremo Tribunal Federal.

Oitivas com menor impacto

A fase final da CPI tem sido marcada por sessões com menor repercussão. Nesta terça-feira, a comissão realizou audiência com o secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que era esperado, obteve uma decisão do STF que o desobrigou de comparecer.

Com a ausência de depoimentos de grande peso político e dificuldades em avançar em novas frentes de investigação, a comissão concentra suas últimas ações nos bastidores, discutindo sua própria sobrevivência institucional.

Fonte: Infomoney

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