O conflito entre Estados Unidos e Irã atingiu seu 38º dia com o presidente americano Donald Trump emitindo ameaças diretas ao país persa, sugerindo que o Irã poderia ser “tomado em uma noite”. Trump estabeleceu a noite de terça-feira como prazo final para que o Irã aceite um acordo e reabra o Estreito de Ormuz, declarando que a proposta atual de Teerã “não é suficiente”.
Trump também indicou que Washington poderia assumir o controle e a cobrança de taxas pela passagem de navios pelo Estreito de Ormuz. Ele reconheceu a força do Irã como inimigo, mas ressaltou que o país está menos poderoso do que há um mês.
Nesta segunda-feira, uma proposta de cessar-fogo imediato, reabertura de Ormuz e acordo de paz definitivo foi apresentada aos Estados Unidos e ao Irã por negociadores do Egito, Paquistão e Turquia. Fontes indicam que Teerã rejeitou a reabertura do estreito, enquanto a Casa Branca classificou a proposta como apenas uma das ideias em circulação, sem apoiar o cessar-fogo imediato.
Irã reage às ameaças e intensifica retaliações
Em resposta às declarações de Trump, o Irã classificou as ameaças como “delirantes” e afirmou que as declarações americanas não compensarão a “vergonha e humilhação” dos EUA na região. Teerã declarou que o Estreito de Ormuz “jamais voltará a ser como antes”, especialmente para os Estados Unidos e Israel.
A Guarda Revolucionária do Irã confirmou a morte de seu chefe de inteligência, Majid Khademi, em um ataque israelense, prometendo retaliação. O país também acusou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de inação diante de ataques a instalações nucleares iranianas, argumentando que a postura do órgão “encoraja a agressão” dos EUA e de Israel.
Ataques e contra-ataques marcam o dia
Israel atacou a maior estrutura petroquímica iraniana no campo de gás de South Pars. Uma série de ataques resultou na morte de pelo menos 25 pessoas no Irã. Paralelamente, o grupo rebelde Houthi do Iêmen, juntamente com o Hezbollah no Líbano e o próprio Irã, intensificaram ofensivas contra Israel.
Bombardeios israelenses no Líbano mataram pelo menos três pessoas. Mais tarde, o Barein relatou o acionamento de sirenes antimísseis, e a Arábia Saudita informou a interceptação de quatro mísseis.



Fonte: Infomoney