A cautela adotada nas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) permite que o Banco Central enfrente o choque atual em condição mais favorável, na avaliação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. A fala ocorre em meio a pressões inflacionárias e ameaças ao crescimento econômico com a guerra entre Estados Unidos e Irã, que tem elevado fortemente os preços do petróleo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2025/M/h/e17LLlSlCnY6jy9chyng/05092025-pzzb0871.jpg)
“Nunca está sozinha [a palavra cautela], está cautela e serenidade junto. A ideia de cautela para o BC do Brasil é você poder tomar tempo para conhecer melhor o problema e fazer movimentos mais seguros. Foi, entendo, dessa cautela que a gente vem se beneficiando mais recentemente”, disse ele, ao participar do XII Seminário Anual de Política Monetária, promovido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).
Galípolo defendeu que o Brasil tem se beneficiado de uma taxa de câmbio mais comportada e crescimento econômico próximo do potencial. “As medidas que foram tomadas ao longo das últimas reuniões do Copom foram mais cautelosas e permitiram a gente enfrentar um choque como está enfrentando em uma condição mais favorável do ponto de vista de ter crescimento econômico mais próximo do crescimento potencial, tem taxa de câmbio que se apresenta mais bem comportada”, afirmou.
Por outro lado, disse o presidente do BC, permanece a preocupação com “o mercado de trabalho apertado e expectativas de inflação que já estavam desancoradas e aqui no Brasil, andando também nos horizontes mais longos”.
Fonte: Globo