Com o encerramento do prazo para a saída de ministros candidatos às eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa definir seu novo articulador político no Congresso. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, foi exonerada para concorrer ao Senado, e um substituto ainda não foi nomeado.

A principal votação no Congresso neste ano, a aprovação do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), depende significativamente da atuação de Lula. O atual advogado-geral da União necessita da maioria de votos no Senado para sua confirmação.
O que você precisa saber
- A indicação de Jorge Messias para o STF é a pauta estratégica do governo no Senado.
- A PEC da Segurança Pública aguarda avaliação dos senadores após aprovação na Câmara.
- A negociação sobre o fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados está em andamento.
Foco na aprovação do STF
Aliados avaliam que a escolha de um nome com bom trânsito no Senado seria ideal neste momento, dada a importância das pautas estratégicas do governo na Casa. Além da indicação para o STF, a PEC da Segurança Pública está na pauta dos senadores.
Negociações na Câmara
Na Câmara dos Deputados, o projeto que propõe o fim da escala 6×1 é o tema central. O governo negocia com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), a data para votação. Existe a possibilidade de envio de um projeto de lei em regime de urgência caso as negociações não avancem.
Prioridades do Planalto
Segundo assessores presidenciais, fora a votação de Jorge Messias, não há outros projetos essenciais em tramitação no Legislativo que sejam de interesse prioritário do Palácio do Planalto. Lula deve retomar conversas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a tramitação da indicação de Messias para o STF.
O tempo que o presidente do Senado levar para enviar a mensagem presidencial com o nome de Messias à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) servirá como um termômetro da relação entre Lula e Alcolumbre. Uma demora pode indicar insatisfação do presidente do Senado com o governo federal.
Fonte: G1