O dólar à vista exibe leve desvalorização frente ao real no início da tarde desta segunda-feira, em movimento alinhado ao externo, mas em magnitude menor. Em outros mercados emergentes, a moeda americana apresenta queda mais intensa, impulsionada pelas expectativas de agentes financeiros de um acordo entre Estados Unidos e Irã sobre os conflitos no Oriente Médio. O noticiário indicou que os iranianos recusaram um cessar-fogo, defendendo o fim da guerra, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, reafirmou o prazo para um acordo com o Irã para amanhã.
Diante deste cenário, o dólar à vista recua 0,12%, cotado a R$ 5,1533, após ter tocado na mínima de R$ 5,1393 e encostado na máxima de R$ 5,1593. O euro comercial caía 0,03%, a R$ 5,9492. No exterior, a moeda americana depreciava 0,56% ante o peso mexicano, 0,60% contra o rand sul-africano e 1,20% ante o florim húngaro. O índice DXY, por sua vez, exibia desvalorização de 0,04%, aos 99,987 pontos.
Desde o começo da sessão, o dólar à vista recua frente ao real, chegando a cair com mais intensidade, mas voltando aos patamares perto da estabilidade. Operadores de câmbio entendem que o real já se beneficiou bastante nas sessões passadas e, como o dólar está perto das mínimas do ano, os agentes podem estar esperando uma sinalização mais concreta sobre o fim da guerra no Oriente Médio para levar o preço do câmbio a um patamar mais esticado.
O gestor de portfólio Viktor Szabó, da Aberdeen, avalia que o real pode continuar a apresentar um desempenho superior ao dos pares, desde que os mercados permaneçam dispostos a diferenciar os fundamentos dos países. Ele ressalta que o principal risco para esse cenário favorável não é específico do Brasil, mas sim uma mudança no regime de preços globais. Um aumento acentuado nos preços do petróleo e a adoção de uma postura de aversão ao risco mais indiscriminada pelos investidores, com aumento das correlações e menor relevância dos fundamentos, poderá fazer o real enfrentar dificuldades mesmo que o cenário doméstico brasileiro permaneça relativamente resiliente.
Fonte: Globo