Israel mata chefe de inteligência da Guarda Revolucionária em Teerã

Israel mata Majid Khademi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, em Teerã. Ataque se insere em série de ações contra figuras-chave do regime iraniano.

Forças israelenses mataram o general Majid Khademi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, em um bombardeio em Teerã nesta segunda-feira (6). Khademi assumiu o comando da organização em 2025, após a morte de seu antecessor em ataques anteriores.

A Guarda Revolucionária classificou o ataque como uma ação terrorista promovida por Israel e pelos Estados Unidos. Khademi passou décadas em funções de inteligência e contraespionagem, ascendendo no aparato de segurança do Irã.

Antes de assumir a chefia de inteligência, ele liderou a Organização de Proteção de Inteligência da Guarda, responsável pela vigilância interna e contraespionagem, e ocupou cargos no Ministério da Defesa.

O braço de inteligência da Guarda é um dos órgãos de segurança mais poderosos do Irã, com papel central na vigilância interna e na contraespionagem.

Figuras importantes do Irã mortas em ataques recentes

A morte de Khademi se insere em uma série de ataques que visaram figuras-chave do regime iraniano. Entre os mortos em ações atribuídas a Israel e aos Estados Unidos estão:

  • Ali Khamenei: Líder supremo do país desde 1989, morto em 28 de fevereiro.
  • Ali Larijani: Secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, morto em 17 de março.
  • Esmail Khatib: Ministro da Inteligência, morto em 18 de março.
  • Ali Shamkhani: Conselheiro próximo de Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro.
  • Mohammad Pakpour: Comandante-chefe da Guarda Revolucionária, morto em 28 de fevereiro.
  • Aziz Nasirzadeh: Ministro da Defesa, morto em 28 de fevereiro.
  • Abdolrahim Mousavi: Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, morto em 28 de fevereiro.
  • Gholamreza Soleimani: Comandante da força paramilitar Basij, morto em 17 de março.
  • Behnam Rezaei: Chefe de inteligência da marinha da Guarda Revolucionária, morto em 26 de março.
  • Alireza Tangsiri: Comandante da marinha da Guarda Revolucionária, morto em 26 de março.

A prática de eliminar líderes militares e políticos, conhecida como “cortar grama”, segundo analistas, pode enfraquecer as estruturas políticas do Irã a longo prazo, embora a teocracia tenha demonstrado capacidade de substituição.

Fontes: UOL Infomoney

Adicionar um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Imagens e vídeos são de seus respectivos autores.
Uso apenas editorial e jornalístico, sem representar opinião do site.

Precisa ajustar crédito ou solicitar remoção? Clique aqui.

Publicidade