O presidente Donald Trump elevou o tom contra o Irã, emitindo um ultimato para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte de petróleo e gás. Trump ameaçou bombardear a infraestrutura energética crítica do país caso o estreito, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás mundial, não seja reaberto.


Em postagens nas redes sociais, Trump declarou que a terça-feira seria o “Dia das Usinas de Energia e o Dia das Pontes” no Irã, adicionando que “Não haverá nada parecido!!!”. Ele instou o Irã a abrir o estreito, alertando que, caso contrário, o país “viverá no inferno”.
Esta não é a primeira vez que Trump ameaça atacar as usinas de energia iranianas, essenciais para milhões de pessoas. Ataques a infraestruturas civis desse tipo podem violar o direito humanitário internacional e serem considerados crimes de guerra.
A tensão na região se intensifica em meio a discussões diplomáticas, com a China e a Rússia buscando alinhar atuação na ONU para uma solução política. O Irã, por sua vez, tem respondido às ameaças, afirmando que o estreito está aberto a todos, exceto aos inimigos do país, e prometendo retaliação em caso de ataques.
Ao longo das últimas semanas, Trump estabeleceu diversos prazos para o Irã em relação ao Estreito de Ormuz. Em 21 de março, ameaçou “obliterar” usinas de energia caso o estreito não fosse “ABERTO TOTALMENTE” em 48 horas. Posteriormente, adiou o prazo em diferentes ocasiões, citando conversas “produtivas” e um pedido do governo iraniano, embora Teerã tenha negado negociações públicas.
Em 30 de março, Trump ameaçou destruir todas as usinas de energia, poços de petróleo e infraestruturas chave do Irã caso não houvesse acordo e o estreito não fosse “imediatamente” reaberto. Em 1º de abril, declarou que os EUA só discutiriam um cessar-fogo quando o estreito estivesse “aberto, livre e desimpedido”, ameaçando “explodir o Irã até virar poeira”.
A escalada retórica ocorre em um momento delicado para o mercado de energia global, com o Estreito de Ormuz sendo um ponto estratégico crucial para o suprimento mundial.
Fonte: Infomoney