O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) iniciou um projeto ambicioso para transformar o Brasil na maior potência mundial paralímpica, com o objetivo de superar a China no quadro de medalhas. Atualmente, o país asiático lidera o ranking há seis edições consecutivas dos Jogos Paralímpicos.
Para alcançar essa meta, o CPB planeja expandir seus centros de referência de 98 para 550 em todo o país. Esses centros são cruciais para a detecção e o desenvolvimento de potenciais atletas paralímpicos.
Jovens talentos despontam no cenário paralímpico
Exemplos do sucesso do programa de formação já são visíveis. O corredor Fabrício Klein, de 16 anos, conquistou três medalhas de ouro em sua primeira competição oficial e já figura entre os oito melhores tempos nacionais nos 100m e 200m rasos em sua categoria (T37). Ele superou desafios de saúde, como anemia falciforme, que o levaram a diversas internações e a um período como cadeirante, antes de um transplante de medula óssea em 2017.
No judô, Wiliany Vitóoria Costa do Nascimento, 17 anos, é outra promessa brasileira. Ela se mudou do interior do Ceará para São Paulo em busca de melhores condições e oportunidades no esporte, destacando a importância do judô em sua jornada de independência e conquista de objetivos.
Preparação e desafios para atletas paralímpicos
O CPB enfatiza a importância de não apressar as etapas de desenvolvimento dos jovens atletas e de protegê-los de pressões excessivas por resultados, visando a maturidade emocional. Alessandra Oliveira, 17 anos, nadadora da categoria S5, exemplifica a necessidade de preparo emocional. Ela não conseguiu índice para os Jogos de Paris após se desorganizar, mas agora demonstra mais foco e determinação para os Jogos de Los Angeles 2028, após conquistar duas medalhas de ouro no mundial de Singapura em 2025.
A atleta, que teve amputações nos membros inferiores e superiores na infância devido a uma reação a vacina, compete em um subgrupo tradicionalmente forte para o Brasil, que já revelou medalhistas como Daniel Dias.


Fonte: UOL