Anvisa apreende lotes falsificados de Mounjaro e Tirzec

Anvisa determina apreensão de lotes falsificados de Mounjaro e proíbe Tirzec. Investigação de mortes suspeitas por medicamentos injetáveis continua.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a apreensão de lotes falsificados do medicamento Mounjaro, utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. A medida também proíbe a comercialização, distribuição e uso do medicamento Tirzec, anunciado como imitação do Mounjaro.

A solicitação de apreensão partiu da farmacêutica Eli Lilly, detentora do registro do Mounjaro. A empresa relatou à Anvisa que foram identificadas unidades no mercado com características distintas do produto original, indicando falsificação. Entre as irregularidades apontadas estão números de série não encontrados nos sistemas da Eli Lilly e diferenças na embalagem.

Os lotes apreendidos de Mounjaro são D85683, e de Mounajro Kwikpen, D880730 e D840678. A fabricação desses lotes é atribuída a empresas ainda não identificadas.

Quanto ao Tirzec, a Anvisa constatou que o produto anunciado não possui registro, cadastro ou notificação junto à agência reguladora. A proibição abrange fabricação, importação, divulgação e utilização do medicamento, produzido no Paraguai.

Investigação de mortes suspeitas

Em fevereiro, a Anvisa confirmou a investigação de 65 mortes suspeitas associadas ao uso de medicamentos injetáveis para emagrecimento, como os à base de semaglutida (Ozempic, Wegovy), liraglutida e tirzepatida. Os casos ocorreram entre dezembro de 2018 e dezembro de 2025.

Esses casos também incluem canetas produzidas por farmácias de manipulação e laboratórios não autorizados, além de produtos contrabandeados da América do Sul e comercializados clandestinamente.

A Eli Lilly informou que a bula do Mounjaro lista a pancreatite aguda como uma reação adversa incomum e orienta os pacientes a buscarem orientação médica em caso de suspeita da condição durante o tratamento.

A Novo Nordisk, fabricante de Ozempic, Wegovy e Saxenda, reforçou que, embora o risco de pancreatite já conste nas bulas, as notificações têm aumentado, exigindo um reforço nas orientações de segurança.

Fontes: UOL Infomoney

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