Dias Toffoli usou aviões de empresários em viagens ao resort Tayayá

Ministro Dias Toffoli utilizou aviões de empresários em pelo menos três viagens ao resort Tayayá, no Paraná, indicam documentos oficiais. Saiba mais.

Documentos oficiais indicam que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), realizou ao menos três viagens de Brasília ao resort Tayayá, no Paraná, utilizando aeronaves de empresários. Toffoli foi sócio do empreendimento até a venda, em 2025.

Um dos voos utilizados foi de uma empresa ligada a Daniel Vorcaro, do Banco Master. Outras duas viagens foram feitas em aviões de Paulo Humberto Barbosa, que adquiriu a participação de Toffoli no Tayayá, e de Luiz Osvaldo Pastore, empresário do ramo de mineração.

O ministro não se manifestou sobre as viagens, segundo sua assessoria no STF.

Detalhes das viagens e conexões

As indicações das viagens surgiram do cruzamento de dados de passageiros do terminal de aviação executiva de Brasília com o deslocamento de servidores da equipe de apoio a ministros do STF. Em 27 de fevereiro, Toffoli acessou o terminal antes de uma aeronave da empresa de Pastore decolar para Ourinhos (SP), cidade próxima ao resort.

Servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região (TRT-2) foram enviados para dar apoio em segurança e transporte à autoridade do STF na região. A reportagem não localizou Pastore.

Venda da participação no resort

A aeronave utilizada em 17 de junho pertencia a Paulo Humberto Barbosa, que havia comprado a parte de Toffoli no Tayayá. O ministro deixou de ser sócio do empreendimento em 21 de fevereiro, quando a venda para Barbosa foi formalizada. Os valores da transação não foram divulgados.

Barbosa recebeu um aporte de R$ 25,9 milhões da J&F em período próximo à compra, o que, segundo ele e o conglomerado, refere-se a honorários e não tem relação com o resort. Anteriormente, Barbosa negou que Toffoli fosse um sócio oculto do Tayayá.

Outros voos e ministros envolvidos

Um terceiro voo, em 4 de julho, também foi registrado com destino à região do resort. A aeronave era da Prime Aviation, empresa que teve participação de Daniel Vorcaro até setembro de 2025, quando o Banco Master passou a ser investigado.

Documentos indicam que os ministros Alexandre de Moraes e Kassio Nunes Marques também utilizaram aviões operados pelo grupo Prime. Moraes teria realizado ao menos oito voos entre maio e outubro de 2025. Nunes Marques viajou para Maceió em um avião particular de uma empresa que administra bens de Daniel Vorcaro, a Prime You, para uma festa de aniversário.

Fonte: Estadão

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