Os membros da Opep+ concordaram em elevar suas cotas de produção de petróleo para maio, em um movimento simbólico. A decisão ocorre em um cenário onde o conflito no Oriente Médio restringe a oferta e os embarques de alguns dos maiores integrantes da aliança.
Grandes produtores, liderados pela Arábia Saudita e pela Rússia, acordaram em aumentar as metas em cerca de 206 mil barris por dia. A medida, no entanto, tem impacto prático limitado, pois grandes produtores como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Kuwait foram forçados a cortar a oferta devido ao conflito.
Tráfego marítimo restrito
O Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, está praticamente fechado há mais de um mês. A Agência Internacional de Energia (AIE) classificou a situação como a maior interrupção de oferta na história do mercado de petróleo.
Nos últimos dias, surgiram sinais tímidos de uma leve recuperação no tráfego. A média móvel de sete dias para travessias atingiu o nível mais alto desde o início da guerra, com dois superpetroleiros carregando petróleo da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos parecendo ter deixado o Golfo na última semana.
Impacto nos preços e oferta global
Os preços do petróleo foram abalados pelo conflito, chegando a quase US$ 120 por barril no mês passado. A disparada nos custos de derivados como querosene de aviação e diesel ameaça desencadear uma nova onda de inflação. Os futuros do Brent fecharam perto de US$ 109 na sexta-feira.
Produtores ao redor do Golfo, como sauditas, emiratis e iraquianos, reduziram a produção de petróleo em cerca de 10 milhões de barris por dia, o equivalente a aproximadamente 10% da oferta global. Mesmo que os combates cessem, pode levar tempo até que navios-tanque retornem aos portos e a produção seja reforçada.
Interrupções na Rússia
O mercado global de petróleo também enfrenta interrupções de oferta na Rússia. A infraestrutura de energia russa tem sido alvo de ataques ucranianos, e seus terminais de exportação no Mar Báltico foram seriamente comprometidos.
Fonte: Infomoney