O Brasil busca impulsionar a economia e a segurança energética com o aumento da mistura de biodiesel ao diesel fóssil. Inspirado por iniciativas como o Proálcool da década de 1970, o país implementou o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) há 21 anos, elevando a mistura para 15% e promovendo o uso de energia renovável no transporte de cargas pesadas.
Essa matriz energética mais limpa, referência global, gerou um impacto significativo na produção do agronegócio, consolidando o Brasil como potência mundial em produção de alimentos. A Lei Combustível do Futuro, aprovada pelo Congresso Nacional, previa uma evolução para 16% de mistura em março, mas testes necessários atrasaram o cronograma.
O setor produtivo de biocombustíveis se mobiliza junto ao governo federal para agilizar o processo de testagem, considerando experiências bem-sucedidas com misturas de até 20%. A urgência se intensifica diante da necessidade de importar 25% do diesel e do desabastecimento em algumas regiões, elevando o preço do combustível.
A indústria brasileira de biodiesel possui capacidade instalada para atender a uma demanda de 21,6% de mistura, com matéria-prima nacional disponível. O aumento da mistura beneficia o agricultor de soja, agregando valor ao produto, além de fortalecer o papel do agronegócio como potência alimentar em um cenário global de conflitos.
A medida promove o emprego, a agricultura familiar, a saúde e o meio ambiente, respondendo à pergunta sobre por que não aumentar a mistura de biodiesel em prol do biocombustível nacional.
Fonte: Estadão