A XP Investimentos recomenda fundos imobiliários (FIIs) como uma alternativa defensiva para investidores diante do aumento da volatilidade nos mercados globais, impulsionado por tensões geopolíticas e mudanças na política externa dos Estados Unidos. Relatórios da empresa indicam que esses fundos podem reduzir a exposição a choques externos.




O cenário internacional atual tem levado a uma rotação de capital para ativos menos correlacionados com o mercado norte-americano, beneficiando o Brasil com fluxo estrangeiro. No entanto, o cenário permanece sensível a reversões.
Segundo a XP, os FIIs são lastreados em ativos reais e influenciados por variáveis domésticas, o que lhes confere menor sincronização com os mercados internacionais. Historicamente, a correlação do IFIX com a renda variável global tem sido baixa, em torno de 12%, e com a renda fixa global, próxima de 4%, especialmente fora de períodos de estresse extremo.
FIIs ganham espaço como instrumento de diversificação
A diversificação é apontada como um dos principais mecanismos de proteção em ambientes de incerteza. A combinação de diferentes classes de ativos, com comportamentos distintos, dilui riscos e aumenta a resiliência das carteiras.
Os FIIs oferecem exposição a ativos reais, como imóveis e crédito imobiliário, com receitas frequentemente indexadas à inflação ou a taxas domésticas como o CDI. Essa característica contribui para a preservação do poder de compra no longo prazo, embora riscos como vacância e inadimplência persistam.
Os principais impulsionadores dos FIIs, como ocupação e preços de aluguel, estão mais ligados ao cenário doméstico, reduzindo a sensibilidade a choques externos e reforçando seu papel como “amortecedor” em momentos de volatilidade internacional.
A XP ressalta a importância de uma seleção criteriosa dentro da classe de FIIs, priorizando a qualidade dos ativos e a experiência da gestão, especialmente diante de fundamentos positivos e preços atrativos.
Fonte: Infomoney