Em um debate para a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, o defensor Allan Ramalho criticou o uso de salto alto e maquiagem por sua adversária, Luciana Jordão, atual defensora-geral do Estado. Ramalho sugeriu que Jordão lesse o livro feminista “O Mito da Beleza”, de Naomi Wolf, que aborda como mulheres utilizam “instrumentos estéticos” para diminuir outras mulheres.
Ramalho afirmou que sua crítica foi sobre gestão e uso do erário, e não sobre escolhas estéticas pessoais. Ele explicou que criticou o uso de recursos públicos para a contratação de uma assessora para produção de conteúdo para as redes sociais pessoais da candidata, mencionando uma esquete paga com dinheiro público onde ela falava sobre como aguentava ficar muito tempo de salto alto para representar a Defensoria. Ele lamentou que suas falas tenham sido descontextualizadas.
Luciana Jordão respondeu ironicamente, agradecendo ao adversário pelos “ensinamentos de gênero” e pela orientação sobre qual livro ler. Ela expressou surpresa ao receber lições de gênero em uma discussão sobre a Defensoria Pública-Geral.
A Defensoria de São Paulo informou que o processo de escolha para o cargo de Defensor/a Público/a-Geral segue regras institucionais e é conduzido por uma Comissão Eleitoral. A instituição declarou que não se manifesta sobre falas ou posicionamentos de candidaturas em debates eleitorais, mas reafirmou seu compromisso com a igualdade de gênero, diversidade e defesa dos direitos fundamentais.
Fonte: Estadão