O governo cubano anunciou o perdão de 2.010 prisioneiros como um “gesto humanitário e soberano” durante a Semana Santa, em meio a tensões diplomáticas com os Estados Unidos. Esta é a segunda medida do tipo neste ano, após a libertação de 51 detentos em meados de março.






Os indultos de Páscoa, que se aplicaram a jovens, pessoas com mais de 60 anos, mulheres e estrangeiros, foram supostamente resultado de esforços diplomáticos do Vaticano, que tem demonstrado um papel mediador entre Havana e Washington.
Os Estados Unidos têm aumentado a pressão sobre a ilha para que concorde com mudanças econômicas e políticas. Cuba, nação caribenha de governo comunista, enfrenta uma crise econômica há anos, agravada nos últimos meses por um embargo petrolífero dos EUA.
Pressão dos EUA sobre Cuba
O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu mudanças no sistema de governo de Cuba e chegou a cogitar a “tomada” da ilha. No entanto, ele permitiu que um petroleiro russo entregasse petróleo à ilha nesta semana.
Não ficou explicitamente claro se o levantamento temporário do embargo petrolífero e os perdões estavam ligados, mas especialistas sugerem que pode haver um avanço nas conversas entre os dois governos, ainda que lento.
Cuba: Quem foi libertado?
O governo cubano informou que ofensores sexuais e assassinos não seriam liberados, mas não ficou claro se prisioneiros políticos estavam entre os perdoados. O presidente Miguel Diaz-Canel afirmou que a decisão se baseou na natureza dos crimes, bom comportamento, razões de saúde e tempo cumprido.
Segundo dados do governo cubano, mais de 11.000 pessoas foram libertadas em cinco anistias desde 2011. A medida mais recente ocorre meses após os EUA pressionarem a Venezuela a fazer mudanças radicais, incluindo a libertação de presos políticos.
O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, crítico do governo de Havana, tem aplicado pressão semelhante, afirmando que o país precisa de reformas econômicas e políticas.
Fonte: Dw