Sérgio Dávila, diretor de Redação da Folha, expressa otimismo sobre o futuro do jornalismo diante da inteligência artificial (IA), considerando-a um reforço para a profissão, e não uma ameaça. Ele apresentou seus argumentos no curso “Jornalismo por dentro: bastidores, princípios e técnicas”, disponível na plataforma CasaFolha.


Dávila argumenta que o avanço tecnológico torna o jornalismo ainda mais relevante, tanto no combate às fake news quanto no fornecimento de informações atualizadas e corretas para alimentar os sistemas de IA. Ele enfatiza que, quanto mais disruptiva a tecnologia, mais valorizado será o jornalista capaz de discernir fatos de falsidades.
Historicamente, o jornalismo profissional sempre respondeu bem às inovações tecnológicas. Dávila cita a invenção da prensa de tipos móveis por Gutenberg e a chegada do telégrafo como exemplos de como a tecnologia impulsionou a evolução do setor. Segundo ele, a inteligência artificial representa apenas mais um passo nessa trajetória.
Para ter acesso às aulas de Dávila e outros conteúdos da CasaFolha, é necessário ser assinante. A plataforma oferece cursos exclusivos com personalidades de diversas áreas, como o cineasta José Padilha, a chef Helena Rizzo, a Monja Coen e o escritor Ruy Castro.
Novos conteúdos são adicionados mensalmente à plataforma. Em abril, haverá aulas ao vivo com a psicóloga Aline Wolff e o lançamento do curso “O poder da memória: técnicas e fundamentos”, com o jornalista Paulo Vinicius Coelho (PVC).
Nas aulas, Dávila aborda o processo de apuração e edição, princípios éticos, a importância de um veículo ser pluralista, crítico e apartidário, e as expectativas sobre o bom jornalista atual. Ele destaca que, além do domínio da língua, capacidade de cultivar fontes e hábito de leitura, o jornalista de hoje precisa dominar a interação com agentes de IA, sabendo criar prompts eficazes para obter as informações necessárias.
Fonte: UOL