Squadra cobra mudanças na Hapvida e sugere venda de ativos

Gestora Squadra cobra mudanças na diretoria da Hapvida e sugere venda de ativos, citando destruição de valor e endividamento.

A gestora de fundos Squadra Investimentos, segunda maior acionista da Hapvida com 6,98% do capital, enviou uma carta ao conselho da empresa propondo a renovação da diretoria e a venda de ativos em regiões específicas. A gestora expressou frustração com as negociações para mudanças na liderança da companhia.

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A Squadra, que administra R$ 18 bilhões, argumenta que a Hapvida tem apresentado uma significativa destruição de valor desde seu IPO em 2018, com uma queda de 85% nas ações, enquanto o Ibovespa subiu 120% no mesmo período. A gestora critica a execução das aquisições e a integração de ativos, especialmente após a fusão com a NotreDame Intermédica, estimando uma perda de valor de R$ 80 bilhões e um aumento expressivo no endividamento.

Críticas à gestão e sugestões estratégicas

A Hapvida enfrenta dificuldades em recuperar e expandir suas operações nas regiões Sul e Sudeste, com uma redução de 238 mil clientes nessas áreas em 2025. Em contrapartida, outras regiões apresentaram crescimento de 792 mil beneficiários no mesmo ano, segundo dados da ANS. A gestora sugere a venda de ativos nessas regiões como alternativa estratégica para simplificar a operação e lidar com o alto endividamento.

A carta também aponta um descompasso entre a remuneração proposta para o conselho de administração em 2026, estimada em R$ 57 milhões (cerca de 20% do lucro previsto), e a atual situação financeira da companhia. A Squadra considera essa remuneração a terceira maior entre as empresas do Ibovespa, com base nas propostas divulgadas.

Propostas para o conselho e liderança

A gestora indicou três nomes para compor o novo conselho: Tania Chocolat, ex-chefe da CPP Investments no Brasil; Bruno Magalhães e Silva, ex-analista da Squadra; e Eduardo Parente, ex-CEO da Yduqs. A Squadra pede agilidade na transição para um novo CEO e a adoção do voto múltiplo para a eleição do conselho.

A Hapvida, maior operadora de saúde da América Latina com 15,9 milhões de beneficiários, divulgou resultados fracos no quarto trimestre de 2025. O lucro líquido ajustado caiu 64,9% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 180,6 milhões, e a empresa registrou um prejuízo líquido contábil de R$ 29 milhões. As ações da companhia subiram cerca de 1% na tarde desta quinta-feira (2).

Fonte: UOL

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