O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf, declarou nesta quinta-feira (2) que 7 milhões de iranianos se apresentaram para defender a nação contra uma possível invasão terrestre dos Estados Unidos. A declaração foi feita em meio a tensões crescentes entre os dois países.



Qalibaf, que tem desafiado os EUA em redes sociais desde o início do conflito, mencionou que uma campanha nacional mobilizou cerca de 7 milhões de voluntários dispostos a lutar. Ele é o primeiro oficial de alto escalão a divulgar esse número, em um país com aproximadamente 90 milhões de habitantes.
Contexto de tensões e discursos
As declarações de Qalibaf ocorrem após um pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou ter drasticamente reduzido os sistemas de mísseis e drones do Irã, além de destruir fábricas de armas e lançadores de foguetes.
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã negou que os ataques americanos e israelenses tenham dizimado seus centros de produção de mísseis, drones de longo alcance e sistemas de defesa. A Guarda declarou que os EUA e Israel “não sabem nada sobre nossas vastas e estratégicas capacidades”.
Ataques e interceptações na região
O Irã lançou novos ataques de mísseis contra Tel-Aviv e países do Golfo na manhã desta quinta-feira. As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram ter interceptado os projéteis iranianos. Autoridades dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita também relataram a interceptação de mísseis e drones.
A mídia estatal iraniana e campanhas por mensagens de texto têm incentivado o voluntariado. A força paramilitar voluntária Basij, ligada à Guarda Revolucionária, começou a aceitar jovens a partir de 12 anos em seus comandos militares.
Fonte: Infomoney