O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo federal não permitirá que a “guerra irresponsável no Irã” impacte os preços de itens essenciais para a população brasileira, como alimentos e combustíveis. A declaração foi feita em entrevista à TV Record Bahia.

Lula assegurou que o governo atuará para evitar que a alta internacional dos preços, decorrente do conflito, afete o caminhoneiro e a dona de casa, prevenindo reajustes no diesel, na gasolina e no etanol. Para conter aumentos considerados abusivos, o governo tem implementado ações como o acionamento da Polícia Federal para investigar distribuidoras suspeitas de lucrar indevidamente com a situação.
Medidas como isenções de impostos e subsídios também foram utilizadas para absorver oscilações do mercado externo e minimizar o repasse integral ao consumidor. Recentemente, os estados começaram a anunciar a adesão à política de subsídio à importação de diesel, com uma subvenção de R$ 1,20 por litro durante dois meses, dividida entre a União e os estados.
O presidente enfatizou o esforço do governo para que a guerra no Irã não chegue ao bolso do cidadão, impactando o preço de alimentos básicos como alface, feijão, arroz e milho.
Lula também criticou a venda do controle de estatais, como a antiga BR Distribuidora (atual Vibra Energia), em 2019, argumentando que isso poderia ter garantido maior controle sobre os preços.
Em relação ao preço do gás de cozinha, o presidente criticou um leilão que considerou contrário à orientação do governo e da Petrobras, afirmando que o leilão será anulado para evitar que a população de baixa renda arque com os efeitos de conflitos internacionais. Lula declarou que o Estado atuará para impedir que o botijão chegue a preços abusivos ao consumidor.
Fonte: UOL